sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
domingo, 2 de dezembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
O estudo da Commédia dell'Arte
UAB - Universidade Aberta do Brasil
Polo de Primavera do Leste-MT
Disciplina: Pedagogia do Teatro 1
TEA UAB 3
Professora
Autora: Sonia Paiva
Professora
Supervisora: Cyntia Carla
Tutor: Maria das Graças Honorio
Turma: Teatro 11
Aluno: Vilma de Jesus
Marinho
Tarefa: Tarefa da semana
10
O teatro também foi uma arte
representada nas ruas. Na Itália, a Commedia dell’Arte fez muito sucesso na
época do Renascimento, com peças centradas no desempenho do ator, que fazia
longos monólogos (lazzi). Essas peças não tinham um texto escrito, apenas um
roteiro simplificado, que tratava de perseguições, raptos, sequestros e
pancadarias. Mesmo assim, nada era improvisado: cada efeito era estudado
cuidadosamente pelo ator. O uso de máscaras era característico. De todos os
personagens, o mais conhecido é Arlequim (o criado pobre de um patrão
avarento), com sua máscara negra e bigodes. O teatro musical e a arte circense
devem muito à Commedia dell’Arte. Uma viagem através da obra do grande artista
espanhol, com suas pinturas, seus trabalhos, suas histórias, seus amores e
histórias sem fim: toda a história é contada em duas metades de Dario Fo com
a habilidade de um gigante do teatro e literatura, mas também com um homem que
parece ter descoberto o elixir da vitalidade eterna. Apesar de 86 anos, Fo faz movimentos
no palco com facilidade, impressionando a capacidade de interpretar, com seus
olhares atrevidos e expressões que sempre caracterizaram hilariante. Capaz
de trazer, com um holograma de palavras e imagens.
Já, o Grupo Moitará vem desde
1988 desenvolvendo uma pesquisa sobre a dramaturgia do ator, sua arte e sua
técnica, com a linguagem da Máscara Teatral, e assim buscam compreender os
princípios que fundamentam sua arte, tendo nos estudos dos aspectos e funções
da Máscara Teatral a base para a elaboração de uma metodologia própria.
Ao longo desses anos, vem realizando projetos artísticos, didáticos e
socioculturais por meio de oficinas, espetáculos, exposições e palestras-espetáculos por todo o Brasil e participando de festivais nacionais e
internacionais.
Observando algumas características físicas de
alguns personagens da Comédia Dell’arte, percebe-se que entre os zannis,
Arlecchino personagem, proveniente de Bergamo, era a máscara mais popular.
Inicialmente segundo zanni, encarnava uma mistura de esperteza com ingenuidade,
estando sempre no centro das intrigas. Usava inicialmente uma roupa branca e um
cinturão, onde carregava um bastonete de madeira, calças brancas, chinelos de
couro e gorro branco. Supõe-se que, com o tempo, essa roupa foi ganhando
remendos coloridos e dispersos, de onde provém sua atual roupa de losangos. A
máscara dele é uma junção de macaco e gato, está mascara dava saltos e
pulinhos, articulando os braços e pernas com suavidade. Puncinela: Outro zanni
que já existia do carnaval de Nápoles e passou a fazer parte da Commedia dell'arte
foi Pulcinella. Sua corcunda e ventre são proeminentes, sua máscara traz um
nariz em forma de bico e sua voz era estridente, lembrando uma ave. Tem a
cabeça encaixada entre os ombros e agita-os com as asas, como se quisesse
encontrar em equilíbrio e vitalidade. Essa máscara tem uma ligação com
Arlecchino, estes dois muitas vezes estão ocupados em roubar um o papel do
outro, o que difere os dois é a linguagem. Doutore: o Dottore, que podia
aparecer como amigo ou rival de Pantalone. Era pedante, normalmente advogado ou
médico, falava em dialeto bolonhês intercalado por palavras ou frases em latim.
Gostava de ostentar a sua falsa erudição, mas era enganado pelos outros por ser
extremamente ingênuo. Era um marido ciumento e geralmente cornudo. Sua máscara
era um acento que só marca a testa e o nariz. Pantalone: Entre os personagens
que utilizavam máscaras encontramos os velhos e os criados. Os velhos são:
Pantalone, um rico mercador veneziano, geralmente avarento e conservador.
Falava em dialeto veneziano, era apaixonado por provérbios e, apesar de sua
idade, cortejava uma das donzelas da comédia. Sua máscara era negra e se
caracterizava por seu nariz curvo, o que remetia aos hebreus, e sua barbicha
pontuda. Pantalone, com sua figura esguia, contrastava e complementava no jogo
cênico com a figura redonda do outro velho, o Dottore, que podia aparecer como
amigo ou rival de Pantalone. Era pedante, normalmente advogado ou médico,
falava em dialeto bolonhês intercalado por palavras ou frases em latim. Gostava
de ostentar a sua falsa erudição, mas era enganado pelos outros por ser
extremamente ingênuo. Era um marido ciumento e geralmente cornudo. Sua máscara
era um acento que só marca a testa e o nariz.
Enamorados: Os enamorados eram geralmente representados por homens e mulheres belos e cultos, falavam com elegância num toscano literário, eventualmente poderiam ser personagens ingênuos e não muito brilhantes. Vestiam-se com roupa da moda e não utilizavam máscaras. A enamorada, segundo o esquema da trama, poderia ser cortejada por dois pretendentes, um jovem e um velho. Postura perfeita, altos.
Enamorados: Os enamorados eram geralmente representados por homens e mulheres belos e cultos, falavam com elegância num toscano literário, eventualmente poderiam ser personagens ingênuos e não muito brilhantes. Vestiam-se com roupa da moda e não utilizavam máscaras. A enamorada, segundo o esquema da trama, poderia ser cortejada por dois pretendentes, um jovem e um velho. Postura perfeita, altos.
Portanto, para ilustrar, destaco duas cenas que muito me chama a atenção, pois torna-se engraçado o trabalho do ator com a utilização ou não da máscara:
Referência
Animais/Tipos/Sociais/Javanês/Cenas/Estáticas
UAB - Universidade Aberta do Brasil
Polo de Primavera do Leste-MT
Disciplina: Laboratório de
Teatro 3
Professora Felícia Johansson
Turma: Teatro 11
Aluno: Vilma de Jesus
Marinho
Tarefa:
Animais/Tipos/Sociais/Javanês/Cenas/Estáticas
Comparo o personagem Arnolfo da Escola de
Mulheres de Jean Baptiste Molière a um peru. Os Perus são aves polígamos. Os machos
tentam atrair fêmeas "gorgolejando" e abanando o rabo de um lado para
o outro, as asas abaixam e se arrastam no chão, a parte de trás empena e se
ergue, a cabeça é jogada para trás e inflam o peito. E Arnolfo, como tal,
gostava de atrair mulheres, até mesmo as casadas, por ter medo de ser traído.
Com isso, percebe-se que chega a uma idade avançada e com medo de ficar só na
velhice, resolve criar uma menina desde os 4
anos para ser ignorante, só lhe obedecer e nunca o trair.
2) Tipos Sociais
Vejo nesses personagens o peru, pois são extravagantes.
domingo, 28 de outubro de 2012
Sobre as várias formas de máscaras
UAB - Universidade Aberta do Brasil
Polo de Primavera do Leste-MT
Disciplina: Pedagogia do Teatro 1
TEA UAB 3
Professora
Autora: Sonia Paiva
Professora
Supervisora: Cyntia Carla
Turma: Teatro 11
Aluno: Vilma de Jesus
Marinho
Tarefa: Sobre as várias
formas de máscaras
No blogger Moitará, pode-se
observar que a confecção de uma Máscara Teatral não
basta à pessoa que trabalha com máscara ter um conhecimento técnico dos
materiais utilizados em sua confecção. É importante idealizar enquanto um
elemento que detém características próprias necessárias para sua funcionalidade
cênica, considerando sua relação com o espaço físico onde será utilizado,
contexto na qual está inserida, época e todas as suas particularidades de
estilo de linguagem. Assim é necessário realizar estudo reunindo informações
existentes sobre a índole da personagem, as características tipológicas, os
estímulos sensoriais e todos os aspectos de ordem fenomenológicas e
conceituais, individualizando dentro de um contexto histórico e cultural que
esteja de acordo com a necessidade do tipo de Máscara que pretendemos
construir.
Dá para entender que a
Máscara Teatral não é um simples objeto artístico para cobrir o rosto,
substituindo o trabalho de ator. A linguagem da Máscara é feita de luz e
sombra, de sons fortes e suaves, de silêncio, de movimentos e pausas,
harmoniosamente contrapostos. A Máscara Teatral, diferentemente de um quadro ou
uma escultura, somente ganha sentido de vida quando utilizada por um ator
comprometido em dinamizar as linhas de força que afloram de sua fisionomia.
Cada traço e volume da Máscara transformam-se no corpo do ator em peso, ritmo e
oposições físicas, produzindo um estilo de jogo com uma qualidade de energia
específica.
O Moitará vê a Máscara
Teatral como um instrumento inesgotável de pesquisa para o ator, assim, durante
anos, o Grupo realizou treinamento sistemático, pesquisando metodologia
própria, utilizando vários estilos de Máscara. No estilo Neutra a máscara tem
uma fisionomia simples e simétrica, sem conflitos, que propõe ao ator ampliar
todos os seus sentidos, encontrando a essência das ações e das situações.
Através do silêncio, ela se relaciona com todo o universo presente.
As abstratas são inteiras de
formas geométricas, sem menção animal ou humana, que possibilita ao ator
projetar seu corpo no espaço a partir das linhas de força da máscara, criando
um jogo com ações amplas, acrobáticas e assimétricas, e com ela, o ator
compreende a relação de tempo e espaço, onde o corpo, imerso numa dinâmica,
desenha imagens precisas, fazendo a geometria viver a serviço da emoção.
Diferentes da máscara Larvária
que são rostos inacabados, formas simplificadas da figura humana, que remetem
ao primeiro estado dos insetos. Fazem parte do grupo de Máscaras inteiras e
silenciosas que não permitem a voz, mas exprimem a essência da palavra falada
através das ações. Podem ser jogadas tanto pelo lado animal quanto pelo humano.
Têm um jogo largo, normalmente orientado pelo nariz.
A expressiva são Máscaras de
feições mais elaboradas, com definições de caráter, que traduzem estados de
ânimo. Pertencem à categoria das Máscaras silenciosas, onde a palavra, por sua
vez, está implícita na ação física da personagem. Seu jogo é minucioso e
objetivo, podendo ser enriquecido com a presença da contra-máscara, direção
inversa ao caráter principal da Máscara. Observando a meia-máscara percebe-se
que são máscaras falantes que cobrem somente a parte superior do rosto.
Geralmente representam tipos-fixos, podendo condensar nelas vários personagens.
Seu jogo propõe ao ator encontrar um corpo e uma voz que se ajustem ao
propósito do personagem e da situação, levando o texto para além do cotidiano.
Outro trabalho são as
Máscaras que representar os tipos populares brasileiros. Os atores vão ao
encontro da fisicalidade e da vocalidade sugeridas pelas Máscaras, delineando
suas características típicas, aprofundando-se no contexto histórico e cultural
dos personagens-tipos representados. Máscaras representativas do universo
cultural brasileiro.
Referência
http://www.grupomoitara.com.br/
Referência
http://www.grupomoitara.com.br/
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
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